Recebido de um amigo:
"UM GRUPO DE EX-TERRORISTAS ELABORANDO NORMAS SOBRE DIREITOS HUMANOS, EQUIVALE A UM GRUPO DE PEDÓFILOS REVISANDO O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE... "
Um blog sobre as coisas que vejo e leio e que sinto uma vontade irresistível de compartilhar com outras pessoas.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Redes sociais viram ‘arma’ anti-Chávez na Venezuela
Numa iniciativa batizada de “Política 2.0”, estudantes e opositores de Hugo Chávez converteram a rede cibernética em plataforma de resistência ao governo, na Venezuela.
O Twitter e Facebook se tornaram valiosas fontes de informação e rumores. Uma forma de reagir às restrições impostas pelo Chávez à imprensa, em geral.
Numa reação previsível, Chávez qualificou os rivais cibernéticos de “terroristas”, num dos seus infindáveis discursos na televisão.
Chávez também convocou seus partidários às páginas da internet, pedindo que “inundem” o twitter com mensagens pró-governo.
O enfrentamento entre simpatizantes e opositores de Chávez, que já resultou em centenas de mortes, converteu-se, assim, em uma guerra cibernética.
A situação piorou depois que Chávez tirou do ar a RCTV Internacional e outras emissoras de TV a Cabo, que não transmitiam seus pronunciamentos.
Mas a maior arma contra o governo autoritário de Hugo Chávez é o telefone celular. Os estudantes se valem de mensagens transmitidas por SMS para convocar manifestações, surpreedendo a repressão policial.
Segundo dados oficiais do governo, há na Venezuela, mais telefones celulares do que habitantes (100,13%).
Por isso, tal ferramenta é ainda mais poderosa do que a internet. Apenas 28% dos venezuelanos tinham acesso à rede em 2009.
O Twitter e Facebook se tornaram valiosas fontes de informação e rumores. Uma forma de reagir às restrições impostas pelo Chávez à imprensa, em geral.
Numa reação previsível, Chávez qualificou os rivais cibernéticos de “terroristas”, num dos seus infindáveis discursos na televisão.
Chávez também convocou seus partidários às páginas da internet, pedindo que “inundem” o twitter com mensagens pró-governo.
O enfrentamento entre simpatizantes e opositores de Chávez, que já resultou em centenas de mortes, converteu-se, assim, em uma guerra cibernética.
A situação piorou depois que Chávez tirou do ar a RCTV Internacional e outras emissoras de TV a Cabo, que não transmitiam seus pronunciamentos.
Mas a maior arma contra o governo autoritário de Hugo Chávez é o telefone celular. Os estudantes se valem de mensagens transmitidas por SMS para convocar manifestações, surpreedendo a repressão policial.
Segundo dados oficiais do governo, há na Venezuela, mais telefones celulares do que habitantes (100,13%).
Por isso, tal ferramenta é ainda mais poderosa do que a internet. Apenas 28% dos venezuelanos tinham acesso à rede em 2009.
sábado, 30 de janeiro de 2010
A Máquina de Maldades de Hugo Chávez
A destruição da Venezuela é um projeto que tem consumido todas as energias de Hugo Chávez e seu projeto de poder nacional-populista. Reconheça-se que, infelizmente, ele tem sido bem sucedido. A economia foi à lona com nacionalizações e congelamentos de preços. O judiciário foi completamente engolido. Persistentemente minados, todos os organismos de estado seguiram o mesmo rumo.
A liberdade de imprensa já é item em extinção. Em 2007, Chávez retirou arbitrariamente do ar o canal mais popular e antigo do país, a RCTV, pelo crime de não adesão. A RCTV migrou para a televisão por assinatura para manter uma pequena fresta na couraça do autoritarismo. Mas sua morte estava anunciada e, na semana passada, Chávez calou, por fim, a voz incômoda.
Outros cinco canais semelhantes tiveram o mesmo castigo (e três, depois, cederam), sob o patético pretexto de não transmitirem os discursos incansavelmente proferidos por ele, El Supremo.
Para quem ignora os mecanismos da lógica totalitária, perseguir canais a cabo, de alcance limitado, soa como capricho tolo, que só serve para esgarçar os fiapos de democracia que ainda pairam em torno do chavismo e provocar inevitáveis protestos. Dessa vez, houve duas mortes de estudantes universitários, um anti-chavista e outro pró.
Chávez, ao contrário, conhece muito bem como funcionam as coisas no universo dos caudilhos: tem que mostrar que manda em tudo, o tempo todo, que faz brilhar o sol e faz chover.
Qualquer semelhança com o chefe dos PeTralhas, não é coincidência. Afinal, o Comandante-em-Chefão já decidiu qual caça a nossa Aeronáutica vai voar e, até, resolveu o problema do Aquecimento Global: é só transformar o mundo, atualmente redondo, em plano e quadrado.
A liberdade de imprensa já é item em extinção. Em 2007, Chávez retirou arbitrariamente do ar o canal mais popular e antigo do país, a RCTV, pelo crime de não adesão. A RCTV migrou para a televisão por assinatura para manter uma pequena fresta na couraça do autoritarismo. Mas sua morte estava anunciada e, na semana passada, Chávez calou, por fim, a voz incômoda.
Outros cinco canais semelhantes tiveram o mesmo castigo (e três, depois, cederam), sob o patético pretexto de não transmitirem os discursos incansavelmente proferidos por ele, El Supremo.
Para quem ignora os mecanismos da lógica totalitária, perseguir canais a cabo, de alcance limitado, soa como capricho tolo, que só serve para esgarçar os fiapos de democracia que ainda pairam em torno do chavismo e provocar inevitáveis protestos. Dessa vez, houve duas mortes de estudantes universitários, um anti-chavista e outro pró.
Chávez, ao contrário, conhece muito bem como funcionam as coisas no universo dos caudilhos: tem que mostrar que manda em tudo, o tempo todo, que faz brilhar o sol e faz chover.
Qualquer semelhança com o chefe dos PeTralhas, não é coincidência. Afinal, o Comandante-em-Chefão já decidiu qual caça a nossa Aeronáutica vai voar e, até, resolveu o problema do Aquecimento Global: é só transformar o mundo, atualmente redondo, em plano e quadrado.
Uma Oportunidade Única
Wesley Collyer
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma oportunidade inigualável de mostrar ao país que a Justiça não morreu, embora já tenha perdido o momento de fazer o cidadão recuperar em parte a certeza de que ainda existe Justiça no Brasil.
Refiro-me ao vergonhoso escândalo encabeçado pelo governador do Distrito Federal (Arruda e companhia). O Procurador Geral da República entrou com uma ação no Supremo pedindo que seja declarada inconstitucional a exigência da Constituição do DF que só permite que o governador seja processado com a permissão dos deputados. Veja, caro(a) leitor(a), o tamanho do privilégio: ele é filmado recebendo dinheiro, praticando o crime de corrupção (que nada tem a ver com crime político) e só pode ser processado por essa afronta à ética na vida pública se os deputados (diz a imprensa que diversas “excelências” fazem parte do esquema) autorizarem!...
Aliás, o governador tem um passado na vida pública que pode ser classificado como de baixíssimo nível de ética e moral, e ainda assim a Justiça só pode julgá-lo se os deputados autorizarem?... Aqui um grande parênteses: perdoem-me por utilizar tanto o ponto de exclamação insinuante (!...) a interrogação revoltada (?!!!), mas é isso mesmo.
Nosso Brasil é um país de exageros e absurdos, cuja repetição os fez cair na “normalidade”. Realçar a pontuação também é mostrar nossa indignação.
Voltando ao pedido do Procurador Geral: a ação caiu nas mãos do Ministro Dias Toffoli – nomeado recentemente pelo Presidente Lula – que decidiu levar o pedido para julgamento de todos os ministros. Cabe perguntar: se ele não tivesse feito carreira jurídica à sombra do PT e se fosse mais experiente, teria tomado essa mesma decisão? Ou teria atendido ao apelo mudo, mas justo da população que espera Justiça?...
Passado o problema para o conjunto de ministros do STF, como disse na abertura deste artigo, aquele tribunal pode corrigir o retardo da atuação da Justiça – é verdade que com atraso, afinal o pedido foi feito no início de dezembro/2009 e, em conseqüência do recesso, só será julgado em fevereiro!
Embora o STF, como corte suprema, tenha um viés político, não espero uma decisão “política”, como foi a de mandar os aposentados descontarem para a previdência. Espero que a decisão seja verdadeiramente justa e, assim, venha ao encontro do desejo de todo cidadão de bem, que já não suporta ver tanta impunidade. Que o julgamento restaure, pelo menos em parte, o princípio (tão achincalhado) de que todos são iguais perante a lei...
Que os ministros (por que diabos chamar juízes de tribunais superiores e conselheiros do Tribunal de Contas da União de ministros?...) ao julgarem, considerem menos firulas jurídicas e mais o que a sociedade teima em acreditar: que ninguém está acima da lei! O resultado do julgamento do Supremo pode renovar a esperança de vivermos em um país sério, onde leis justas e boas são cumpridas e onde nossos juízes sabem dar às leis injustas e más a interpretação que o bom senso recomenda...
Mas, se o STF agir sem a coragem que o cidadão espera, aí sim, não teremos mais a quem apelar e a sociedade poderá perder a fé na Justiça, a maior das instituições humanas, maior que a Filosofia, que a Ciência, mas tão maltratada por essas bandas.
Esperemos sinceramente que os cidadãos não percam a fé nos juízes, pois se isso acontecer, é como se esses deixassem de existir e, como dizia John Locke, “quando não há um juiz sobre a terra, não resta nada além do apelo aos céus”...
Fonte: http://wesleycollyer.blogspot.com/
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
A Santarrona de Forquilhinha
Janer Cristaldo
A “pérola das Antilhas” – isto é, o Haiti – gaba-se de ter sido o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Unidos sob a liderança de Toussaint L'Ouverture e, mais tarde, do ex-escravo Jean-Jacques Dessalines, negros e mulatos combateram as tropas francesas até a proclamação da independência em 1804. Independência para quê? Hoje, o Haiti é o país mais pobre do continente. Em um ranking de 180 países, seu PIB per capita ocupa o 130º lugar.
A Libéria – isto é, a Terra Livre - foi fundada no século XIX por escravos libertos dos Estados Unidos, não tendo conhecido o domínio colonial. O país foi criado pela American Colonization Society, organização criada em 1816 por Robert Finley, cujo objetivo era levar para a África negros livres ou negros que tinham sido libertos da escravidão. Segundo Finley e outros líderes americanos, os negros jamais seriam capazes de se integrar na sociedade do país. A única solução seria reenviá-los para a África, para evitar tanto a criminalidade como o casamento interracial.
Em 1821, a American Colonization Society adquiriu uma parcela de terra na África, onde se fixariam os primeiros colonos negros oriundos dos Estados Unidos. Em 1847, a Libéria declarou a sua independência, tornando-se o primeiro país africano a tornar-se independente.
Independência para quê? Hoje, a Libéria é ainda mais pobre que o Haiti. No mesmo ranking de 180 países, seu PIB per capita ocupa o 159º lugar.
Conclusão? Antes que me chamem de racista, apelo ao testemunho de George Samuel Antoine, cônsul do Haiti no Brasil. Sem saber que estava sendo gravado pela reportagem do SBT Brasil, Samuel Antoine disse: “O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fodido". Verdade que logo depois se apressou em dizer que foi mal interpretado. Mas não vejo muito como interpretar mal sua afirmação. Disse, está dito. Como cônsul, deve conhecer bem o país que representa.
Em 1957, o médico François Duvalier, mais conhecido como Papa Doc, foi eleito presidente do Haiti, onde instaurou um governo baseado no terror promovido pelos tontons macoutes, membros de sua guarda pessoal. Em 1964, no melhor estilo de Fidel Castro ou Hugo Chávez, decretou sua presidência vitalícia. Deu ordens para a produção de panfletos, onde, entre outras informações, designava-se deus. Foi quando o Haiti tornou-se a nação mais pobre do continente.
Ao morrer, em 1971, foi substituído por seu filho, Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que hoje come o amargo caviar do exílio em Paris.
Escrevi ontem sobre Zilda Arns, a Teresa de Calcutá tupiniquim, morta no terremoto, e afirmei: “quem conhece o que penso de Agnes Gonxha Bojaxhiu, a santarrona albanesa, sabe que nisto não vai nenhum elogio”. Não faltou leitor que me interpelasse. Que tens contra a madre Teresa? É leitor que não me acompanha.
Entre outras proezas, madre Teresa recebeu das mãos de Baby Doc a "Légion d'honneur" haitiana. Isso sem falar nas flores que levava à tumba de um dos mais sanguinários ditadores dos Balcãs, Enver Hoxha, seu conterrâneo.
Mas falava da Arns, a novel santa brasileira. Escreveu um de meus interlocutores: “Janer, tua biografia poderia passar sem essa crônica. Misturas alhos com bugalhos e de leva ofendes a Zilda Arns.. Essa mulher conseguiu criar, no Brasil, um serviço que reúne 250 mil voluntários e atende dois milhões de pessoas. O fato de ser religiosa apenas mostra a base para seus ideais. Independentemente da tua fobia por papas, bispos ou cardeais, poderias ter passado sem realizar essa agressão gratuita para uma pessoa cujo único crime foi a bondade”.
Bondade? Em termos. Por trás da bondade, muitas vezes se esconde a perversidade. Para atender dois milhões de miseráveis é preciso que existam dois milhões de miseráveis. O número deles seria menor se houvesse uma política de redução da natalidade. Isto, como boa católica, Zilda Arns não admitia. Condenava anticoncepcionais e preservativos. The sperm is sacred, como diziam os Monty Python. Esta atitude criminosa da Igreja romana, que só aumenta a miséria no mundo, está dizimando africanos aos magotes, pela AIDS, nos países de predominância católica. A Teresa de Calcutá tupiniquim foi cúmplice desta política assassina.
Com sua atitude hipócrita, Zilda Arns criava os miseráveis para depois atendê-los. A Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana é uma caftina de miseráveis. Não por acaso, só se expande em países pobres. Sem miséria, não é fácil ser santo. Falta clientela. Este política pode ser vista em São Paulo.
Quando alguma autoridade inventa de retirar os mendigos da rua, lá vêm as igrejeiras: "quem tirou daqui nossos mendigos? Queremos nossos mendigos de volta". Não estou usando de retórica. Esta frase eu a li no Ceciliano, boletim da paróquia de Santa Cecília, aqui ao lado de onde moro. Quando foram retirados os mendigos do largo que entorna a Igreja, os padres chiaram: queremos nossos mendigos de volta.
Miséria, bem explorada, dá lucro. Com milhares de mendigos na rua, estão garantidos os milhões de dólares que a Miseoror, a Cáritas e outras entidades européias enviam para a Igreja brasileira. Com estes milhões, Arns fornecia aos miseráveis uma sopa feita de arroz, milho, sementes de abóbora e cascas de ovo. Ontem ainda, esta gororoba foi saudada pelo senador Flávio Arns, seu sobrinho, como o grande "legado" deixado pela titia na luta contra a mortalidade infantil.
Lula já pede um prêmio Nobel póstumo para a santarrona de Forquilhinha. Obscurantismo, dizem os dicionários, é a atitude, doutrina, política ou religião que se opõe à difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares.
O obscurantismo de Zilda Arns não se resume à condenação do controle de natalidade. Ao manifestar-se contra as experiências com células-tronco, a médica sanitarista de Forquilhinha está negando a ciência e condenando experiências vitais para a humanidade. "Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão", já dizia Nietzsche.
Esta senhora, a estrela do terremoto no Haiti, de um obscurantismo que nos remete aos dias em que Galileu foi condenado pela Igreja Católica, está sendo hoje promovida a santa pela imprensa nacional.
Last but not least, não tenho fobia nenhuma por papas, bispos ou cardeais. Tenho asco. É diferente.
Nota: Cristaldo está sendo bondoso com Zilda Arns.
A instituição que ela fundou “a pastoral da criança”, atrás de uma fachada de cuidar de crianças, tinha – e tem - como objetivo primordial, canalizar dinheiro de entidades católicas internacionais, como Misereor e Cáritas, para o MST.
Lembrar que o MST é o braço armado do PT, que hoje conta com uma milícia treinada – e armada - pronta para enfrentar as forças armadas, em caso de ameaça ao implante do totalitarismo, que já está quase terminado.
Lembrar que o MST teve, como um dos mais ativos criadores, o cardeal vermelho Evaristo Arns, irmão de Zilda. Foi ele que disponibilizou, em São Paulo , toda a estrutura para o MST se instalar e crescer, inclusive pagando o aluguel de salas para os escritórios do MST. Foi ele que, usando a Igreja Católica, projetou os canais de desvio de verbas através de pastorais da terra e da criança, entre outras.
Foi ele quem serviu de interlocutor para conseguir apoio e dinheiro para o MST com entidades terroristas como O EZLN (exército zapatista mexicano), as FARC, ou ongs globalitárias como a Americas Watch, a Anistia Internacional, a Cruz Vermelha Internacional, a Anti Slavery de Londres, a Brazil Network de Londres, a Survival International de Londres, a poderosa Catholic Institute for International Relations de Londres (CIIR), a RLF (British Right Livelihood Foundation) de Londres, a Pax Christi da Bélgica, a Gaia Foundation de Londres, a WWF – World Wild Fund for Nature – fundada pelo príncipe Philip da Inglaterra, a Oxfam, o Greenpeace , o INESC – Instituto de Estudos Sócio-Econômicos, o braço brasileiro da Brazil Network , a CIDA - Canadian International Development Agency – e o CCDP - Canadian Catholic Development and Peace.
Lembrar que essas entidades estão todas empenhadas em limitar a soberania brasileira, utilizando os mais variados pretextos, tais como ecologia, indigenismo, direitos humanos e causas de reforma agrária.
Portanto, quando Lula quer o desacreditado (mas que rende 1 milhão de dólares) prêmio Nobel da Paz para Zilda ele está sendo sincero e agradecido com uma das maiores batalhadoras pelo criminoso MST.
Asinus asinum fricat. Os iguais se aplaudem.
L Valentin
A “pérola das Antilhas” – isto é, o Haiti – gaba-se de ter sido o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Unidos sob a liderança de Toussaint L'Ouverture e, mais tarde, do ex-escravo Jean-Jacques Dessalines, negros e mulatos combateram as tropas francesas até a proclamação da independência em 1804. Independência para quê? Hoje, o Haiti é o país mais pobre do continente. Em um ranking de 180 países, seu PIB per capita ocupa o 130º lugar.
A Libéria – isto é, a Terra Livre - foi fundada no século XIX por escravos libertos dos Estados Unidos, não tendo conhecido o domínio colonial. O país foi criado pela American Colonization Society, organização criada em 1816 por Robert Finley, cujo objetivo era levar para a África negros livres ou negros que tinham sido libertos da escravidão. Segundo Finley e outros líderes americanos, os negros jamais seriam capazes de se integrar na sociedade do país. A única solução seria reenviá-los para a África, para evitar tanto a criminalidade como o casamento interracial.
Em 1821, a American Colonization Society adquiriu uma parcela de terra na África, onde se fixariam os primeiros colonos negros oriundos dos Estados Unidos. Em 1847, a Libéria declarou a sua independência, tornando-se o primeiro país africano a tornar-se independente.
Independência para quê? Hoje, a Libéria é ainda mais pobre que o Haiti. No mesmo ranking de 180 países, seu PIB per capita ocupa o 159º lugar.
Conclusão? Antes que me chamem de racista, apelo ao testemunho de George Samuel Antoine, cônsul do Haiti no Brasil. Sem saber que estava sendo gravado pela reportagem do SBT Brasil, Samuel Antoine disse: “O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fodido". Verdade que logo depois se apressou em dizer que foi mal interpretado. Mas não vejo muito como interpretar mal sua afirmação. Disse, está dito. Como cônsul, deve conhecer bem o país que representa.
Em 1957, o médico François Duvalier, mais conhecido como Papa Doc, foi eleito presidente do Haiti, onde instaurou um governo baseado no terror promovido pelos tontons macoutes, membros de sua guarda pessoal. Em 1964, no melhor estilo de Fidel Castro ou Hugo Chávez, decretou sua presidência vitalícia. Deu ordens para a produção de panfletos, onde, entre outras informações, designava-se deus. Foi quando o Haiti tornou-se a nação mais pobre do continente.
Ao morrer, em 1971, foi substituído por seu filho, Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc, que hoje come o amargo caviar do exílio em Paris.
Escrevi ontem sobre Zilda Arns, a Teresa de Calcutá tupiniquim, morta no terremoto, e afirmei: “quem conhece o que penso de Agnes Gonxha Bojaxhiu, a santarrona albanesa, sabe que nisto não vai nenhum elogio”. Não faltou leitor que me interpelasse. Que tens contra a madre Teresa? É leitor que não me acompanha.
Entre outras proezas, madre Teresa recebeu das mãos de Baby Doc a "Légion d'honneur" haitiana. Isso sem falar nas flores que levava à tumba de um dos mais sanguinários ditadores dos Balcãs, Enver Hoxha, seu conterrâneo.
Mas falava da Arns, a novel santa brasileira. Escreveu um de meus interlocutores: “Janer, tua biografia poderia passar sem essa crônica. Misturas alhos com bugalhos e de leva ofendes a Zilda Arns.. Essa mulher conseguiu criar, no Brasil, um serviço que reúne 250 mil voluntários e atende dois milhões de pessoas. O fato de ser religiosa apenas mostra a base para seus ideais. Independentemente da tua fobia por papas, bispos ou cardeais, poderias ter passado sem realizar essa agressão gratuita para uma pessoa cujo único crime foi a bondade”.
Bondade? Em termos. Por trás da bondade, muitas vezes se esconde a perversidade. Para atender dois milhões de miseráveis é preciso que existam dois milhões de miseráveis. O número deles seria menor se houvesse uma política de redução da natalidade. Isto, como boa católica, Zilda Arns não admitia. Condenava anticoncepcionais e preservativos. The sperm is sacred, como diziam os Monty Python. Esta atitude criminosa da Igreja romana, que só aumenta a miséria no mundo, está dizimando africanos aos magotes, pela AIDS, nos países de predominância católica. A Teresa de Calcutá tupiniquim foi cúmplice desta política assassina.
Com sua atitude hipócrita, Zilda Arns criava os miseráveis para depois atendê-los. A Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana é uma caftina de miseráveis. Não por acaso, só se expande em países pobres. Sem miséria, não é fácil ser santo. Falta clientela. Este política pode ser vista em São Paulo.
Quando alguma autoridade inventa de retirar os mendigos da rua, lá vêm as igrejeiras: "quem tirou daqui nossos mendigos? Queremos nossos mendigos de volta". Não estou usando de retórica. Esta frase eu a li no Ceciliano, boletim da paróquia de Santa Cecília, aqui ao lado de onde moro. Quando foram retirados os mendigos do largo que entorna a Igreja, os padres chiaram: queremos nossos mendigos de volta.
Miséria, bem explorada, dá lucro. Com milhares de mendigos na rua, estão garantidos os milhões de dólares que a Miseoror, a Cáritas e outras entidades européias enviam para a Igreja brasileira. Com estes milhões, Arns fornecia aos miseráveis uma sopa feita de arroz, milho, sementes de abóbora e cascas de ovo. Ontem ainda, esta gororoba foi saudada pelo senador Flávio Arns, seu sobrinho, como o grande "legado" deixado pela titia na luta contra a mortalidade infantil.
Lula já pede um prêmio Nobel póstumo para a santarrona de Forquilhinha. Obscurantismo, dizem os dicionários, é a atitude, doutrina, política ou religião que se opõe à difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares.
O obscurantismo de Zilda Arns não se resume à condenação do controle de natalidade. Ao manifestar-se contra as experiências com células-tronco, a médica sanitarista de Forquilhinha está negando a ciência e condenando experiências vitais para a humanidade. "Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão", já dizia Nietzsche.
Esta senhora, a estrela do terremoto no Haiti, de um obscurantismo que nos remete aos dias em que Galileu foi condenado pela Igreja Católica, está sendo hoje promovida a santa pela imprensa nacional.
Last but not least, não tenho fobia nenhuma por papas, bispos ou cardeais. Tenho asco. É diferente.
Nota: Cristaldo está sendo bondoso com Zilda Arns.
A instituição que ela fundou “a pastoral da criança”, atrás de uma fachada de cuidar de crianças, tinha – e tem - como objetivo primordial, canalizar dinheiro de entidades católicas internacionais, como Misereor e Cáritas, para o MST.
Lembrar que o MST é o braço armado do PT, que hoje conta com uma milícia treinada – e armada - pronta para enfrentar as forças armadas, em caso de ameaça ao implante do totalitarismo, que já está quase terminado.
Lembrar que o MST teve, como um dos mais ativos criadores, o cardeal vermelho Evaristo Arns, irmão de Zilda. Foi ele que disponibilizou, em São Paulo , toda a estrutura para o MST se instalar e crescer, inclusive pagando o aluguel de salas para os escritórios do MST. Foi ele que, usando a Igreja Católica, projetou os canais de desvio de verbas através de pastorais da terra e da criança, entre outras.
Foi ele quem serviu de interlocutor para conseguir apoio e dinheiro para o MST com entidades terroristas como O EZLN (exército zapatista mexicano), as FARC, ou ongs globalitárias como a Americas Watch, a Anistia Internacional, a Cruz Vermelha Internacional, a Anti Slavery de Londres, a Brazil Network de Londres, a Survival International de Londres, a poderosa Catholic Institute for International Relations de Londres (CIIR), a RLF (British Right Livelihood Foundation) de Londres, a Pax Christi da Bélgica, a Gaia Foundation de Londres, a WWF – World Wild Fund for Nature – fundada pelo príncipe Philip da Inglaterra, a Oxfam, o Greenpeace , o INESC – Instituto de Estudos Sócio-Econômicos, o braço brasileiro da Brazil Network , a CIDA - Canadian International Development Agency – e o CCDP - Canadian Catholic Development and Peace.
Lembrar que essas entidades estão todas empenhadas em limitar a soberania brasileira, utilizando os mais variados pretextos, tais como ecologia, indigenismo, direitos humanos e causas de reforma agrária.
Portanto, quando Lula quer o desacreditado (mas que rende 1 milhão de dólares) prêmio Nobel da Paz para Zilda ele está sendo sincero e agradecido com uma das maiores batalhadoras pelo criminoso MST.
Asinus asinum fricat. Os iguais se aplaudem.
L Valentin
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Simplesmente Corajosa
PRESIDENTE, VÁ SE FODER!
por Adriana Vandoni Curvo
Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se foder. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo.
Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos.
E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se foder!
Adriana Vandoni Curvo
E-mail: avandoni@uol.com.br
Blog: http://argumento.bigblogger.com.br/
Cuiabá / MT
por Adriana Vandoni Curvo
Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se foder. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?
Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.
Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:
- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.
Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.
Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!
E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?
Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!
Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.
Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.
O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".
Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo.
Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho Beira-Mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.
Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos.
E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se foder!
Adriana Vandoni Curvo
E-mail: avandoni@uol.com.br
Blog: http://argumento.bigblogger.com.br/
Cuiabá / MT
Direitos Humanos, Terras Indígenas e Soberania
Jornal do Brasil, 25/01/2010
E inquestionável a necessidade de proteção aos indígenas e o respeito a seus direitos constitucionais. Infelizmente, o Estado falha em prestar-lhes a assistência devida para que, mantendo seus costumes e tradições, possam progredir como seres humanos e cidadãos em integração com os demais brasileiros.
O índio, por si, nunca foi, não é e jamais será uma ameaça! Por outro lado, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNHD) estabeleceu algumas proposições relativas à questão indígena, que agravam vulnerabilidades à soberania e à integridade territorial do país.
O PNDH preconiza o “reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados”; considera os indígenas nacionais pertencentes a “povos indígenas” como se os brasileiros não constituíssem um único povo; e defende que o desenvolvimento deve “garantir a livre determinação dos povos, o reconhecimento de soberania sobre seus recursos e riquezas naturais”.
Merecem atenção as armadilhas semânticas destacadas no parágrafo.
Um daqueles instrumentos internacionais aprovados na ONU, com o voto do Brasil, é a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, que lhes concede, entre outros, os direitos a: autogoverno, autodeterminação da condição política, possuir instituições políticas e sistemas jurídicos próprios, pertencer a uma “nação indígena” e vetar operações militares e medidas administrativas da União.
Portanto, o PNDH propõe ratificar na Constituição Federal: os índios pertençam a povos indígenas distintos do povo brasileiro, constituam outras nações com organização política própria e exerçam os direitos supracitados e a soberania sobre recursos e riquezas existentes, privando a imensa maioria de cidadãos brasileiros desses bens, vez que os indígenas poderão vetar medidas administrativas da União.
Nenhum estado da Federação tem tamanha autonomia.
Assim, ficariam revogadas as ressalvas estabelecidas pelo STF na decisão sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, pelas quais o Tribunal entendeu preservar nossa soberania e integridade territorial. Povo, território, nação e organização política indígenas fundamentarão, no futuro, o reconhecimento internacional de dezenas de potenciais estados-nação dentro de nossas fronteiras.
É a atomização do Brasil.
Os defensores da posição adotada pelo governo reportam-se ao artigo 46 da Declaração, em que consta não poder ela ser usada contra a soberania das nações.
Ora, basta ler os direitos nela concedidos, que são uma prévia e voluntária renúncia à soberania pelo próprio país, para concluir que o artigo é irrelevante.
Por outro lado, o artigo 42 reza que “as Nações Unidas, seus órgãos, incluindo o Forum Permanente para as Questões Indígenas e os organismos especializados, assim como os estados, promoverão o respeito e a plena aplicação das disposições e velarão pela eficácia da presente Declaração”. Um dos órgãos das Nações Unidas é o Conselho de Segurança, que determina as intervenções internacionais, nesse caso, ao amparo do artigo 42.
Além disso, são intensificados os esforços nos organismos internacionais para o dever de ingerência, ou o de proteger, ser aceito ou imposto à comunidade mundial.
Em suma, trata-se do respaldo para intervenções em países que não demonstrem condições ou vontade de garantir os direitos humanos de seus povos ou que vivam situações de extrema necessidade de ajuda humanitária internacional.
Em algumas décadas, as imensas terras indígenas, particularmente na calha norte do Rio Amazonas, terão grandes populações apartadas dos irmãos brasileiros, devido à política segregacionista de sucessivos governos, e desnacionalizadas por influência de ONGs alienígenas, financiadas por organizações estrangeiras ou por outros países, portanto, sem nenhum compromisso com o Brasil.
No futuro, os indígenas poderão requerer a autonomia para essas terras com base na Declaração de Direitos dos Povos Indígenas e, não sendo atendidos, a intervenção da ONU com base no Dever de Proteger.
Se o PNDH for considerado um vírus mortal, disseminado num atentado contra a democracia, o seu efeito colateral contaminará a soberania nacional.
Luiz Eduardo Rocha Paiva,
(além de general da reserva, é professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército)
E inquestionável a necessidade de proteção aos indígenas e o respeito a seus direitos constitucionais. Infelizmente, o Estado falha em prestar-lhes a assistência devida para que, mantendo seus costumes e tradições, possam progredir como seres humanos e cidadãos em integração com os demais brasileiros.
O índio, por si, nunca foi, não é e jamais será uma ameaça! Por outro lado, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNHD) estabeleceu algumas proposições relativas à questão indígena, que agravam vulnerabilidades à soberania e à integridade territorial do país.
O PNDH preconiza o “reconhecimento do status constitucional de instrumentos internacionais de Direitos Humanos novos ou já existentes ainda não ratificados”; considera os indígenas nacionais pertencentes a “povos indígenas” como se os brasileiros não constituíssem um único povo; e defende que o desenvolvimento deve “garantir a livre determinação dos povos, o reconhecimento de soberania sobre seus recursos e riquezas naturais”.
Merecem atenção as armadilhas semânticas destacadas no parágrafo.
Um daqueles instrumentos internacionais aprovados na ONU, com o voto do Brasil, é a Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, que lhes concede, entre outros, os direitos a: autogoverno, autodeterminação da condição política, possuir instituições políticas e sistemas jurídicos próprios, pertencer a uma “nação indígena” e vetar operações militares e medidas administrativas da União.
Portanto, o PNDH propõe ratificar na Constituição Federal: os índios pertençam a povos indígenas distintos do povo brasileiro, constituam outras nações com organização política própria e exerçam os direitos supracitados e a soberania sobre recursos e riquezas existentes, privando a imensa maioria de cidadãos brasileiros desses bens, vez que os indígenas poderão vetar medidas administrativas da União.
Nenhum estado da Federação tem tamanha autonomia.
Assim, ficariam revogadas as ressalvas estabelecidas pelo STF na decisão sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, pelas quais o Tribunal entendeu preservar nossa soberania e integridade territorial. Povo, território, nação e organização política indígenas fundamentarão, no futuro, o reconhecimento internacional de dezenas de potenciais estados-nação dentro de nossas fronteiras.
É a atomização do Brasil.
Os defensores da posição adotada pelo governo reportam-se ao artigo 46 da Declaração, em que consta não poder ela ser usada contra a soberania das nações.
Ora, basta ler os direitos nela concedidos, que são uma prévia e voluntária renúncia à soberania pelo próprio país, para concluir que o artigo é irrelevante.
Por outro lado, o artigo 42 reza que “as Nações Unidas, seus órgãos, incluindo o Forum Permanente para as Questões Indígenas e os organismos especializados, assim como os estados, promoverão o respeito e a plena aplicação das disposições e velarão pela eficácia da presente Declaração”. Um dos órgãos das Nações Unidas é o Conselho de Segurança, que determina as intervenções internacionais, nesse caso, ao amparo do artigo 42.
Além disso, são intensificados os esforços nos organismos internacionais para o dever de ingerência, ou o de proteger, ser aceito ou imposto à comunidade mundial.
Em suma, trata-se do respaldo para intervenções em países que não demonstrem condições ou vontade de garantir os direitos humanos de seus povos ou que vivam situações de extrema necessidade de ajuda humanitária internacional.
Em algumas décadas, as imensas terras indígenas, particularmente na calha norte do Rio Amazonas, terão grandes populações apartadas dos irmãos brasileiros, devido à política segregacionista de sucessivos governos, e desnacionalizadas por influência de ONGs alienígenas, financiadas por organizações estrangeiras ou por outros países, portanto, sem nenhum compromisso com o Brasil.
No futuro, os indígenas poderão requerer a autonomia para essas terras com base na Declaração de Direitos dos Povos Indígenas e, não sendo atendidos, a intervenção da ONU com base no Dever de Proteger.
Se o PNDH for considerado um vírus mortal, disseminado num atentado contra a democracia, o seu efeito colateral contaminará a soberania nacional.
Luiz Eduardo Rocha Paiva,
(além de general da reserva, é professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército)
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